quarta-feira, 17 de junho de 2015

O fomento da cultura, a renascença carolíngia

Carlos Magno: busto relicário. Fundo: cúpula da catedral de Aachen
Carlos Magno: busto relicário. Fundo: cúpula da catedral de Aachen


continuação do post anterior: Grandes guerras de Carlos Magno

As guerras não impediram Carlos de fomentar a reforma moral no Reino, tanto no âmbito temporal quanto eclesiástico, de impulsionar a cultura e as artes, bem como de estabelecer na estrutura de governo um eficiente sistema de administração e controle.

Para levar a cabo as reformas que desejava implantar, cercou-se em Aix-la-Chapelle (Aachen) — onde praticamente estabeleceu sua capital, vivendo alí a maior parte dos últimos 20 anos de sua vida — dos mais eminentes sábios da época.

Eles provinham de toda a Europa, tais como Alcuíno (inglês), Paulo Diácono (lombardo) e São Rabano Mauro, nascido em Mainz e futuro abade de Fulda, cognominado posteriormente de “Praeceptor Germaniae”.

Alcuíno, que Carlos conheceu em Parma, foi talvez um dos mais importantes “scholars” da corte carolíngia. Nascido por volta de 730, formara-se na escola diocesana de York, da qual se tornou um dos mestres. Uma de suas obras mais notáveis foi a correção da Vulgata de São Jerônimo, adotada pelo Concilio de Trento.

Seu papel enquanto conselheiro pode ser bem notado no texto emblemático da renascença carolíngia, a Capitular intitulada “Admonitio generalis”, de 789.

Nela se encontra o famoso artigo ordenando o estabelecimento de escolas em todas as dioceses e em todos os mosteiros para formar jovens com vocação clerical, que fossem suficientemente instruídos para bem rezar, ensinar e dirigir o povo cristão rumo à salvação.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Grandes guerras de Carlos Magno

Carlos Magno no cetro de CarlosV
Carlos Magno no cetro de CarlosV


continuação do post anterior: Os antepassados de Carlos Magno




Carlos Magno e a união do Reino Franco

Carlos não perdeu tempo e as duas partes do reino foram reunidas, sem que houvesse oposição dos súditos de Carlomano. Sua viúva, Gerberga, retornou com seu filho à Itália e se refugiou na corte de seu pai, o rei normando Desidério.

“Deus — alegra-se um monge — elevou Carlos como rei de todo o reino sem que fosse derramada sequer uma gota de sangue”.

É o fim de um longo processo de revigoramento e florescimento de um novo reino, que abarcou várias gerações de homens ínclitos, a começar por Santo Arnolfo.

É também o início de uma grande saga, a de Carlos Magno: no fim de seu reinado, ele tornar-se-á o soberano de um imenso território de mais de um milhão de quilômetros quadrados, comportando as atuais França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Suíça, parte da Itália e da Áustria.

Surgia uma formidável nação, conduzida por um homem grande em todos os sentidos.