terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Guilherme Marechal, da Inglaterra,
o melhor cavaleiro do mundo

Guilherme, marechal da Inglaterra, Temple Church, Londres
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O rei Felipe Augusto da França tinha a Corte reunida na região do Gâtinais quando lhe chegou a nova da morte de Guilherme, a quem muito apreciava.

Em companhia de seus parentes e dos principais barões, acabava de jantar.

Os senhores de posição inferior, que haviam servido a mesa, começavam a comer. Entre eles se encontrava Ricardo, o segundo filho do Marechal.

O Rei teve a gentileza de esperá-lo terminar a refeição. E depois, perante a assembleia atenta, voltou-se para Guilherme de Barres, seu amigo:

“‒ Ouviste o que me disseram?
‒ O que disseram a Vossa Alteza?
‒ Por minha Fé, vieram-me dizer que o Marechal, que foi tão leal, está enterrado.
‒ Que Marechal?
– O da Inglaterra, Guilherme, valoroso que foi, e sábio. Em nosso tempo não houve em lugar algum melhor cavaleiro e que melhor soubesse manejar as armas.
– O que dizes?
– “Afirmo, e Deus me seja testemunha, que jamais conheci melhor cavaleiro que ele em toda a minha vida”.

Guilherme de Barres sabia do que estava falando: ninguém se lhe igualava em valor na Corte da França, ou seja, no mundo inteiro.

Na sua idade madura, havia rivalizado em valentia com o Conde Marechal; às portas de São João d'Acre batera-se com o próprio Ricardo Coração de Leão. Cabia-lhe conferir ao falecido o primeiro lugar da honra militar.

Guilherme, marechal da Inglaterra, Temple Church, LondresO Rei Felipe que, por seu oficio, presidia o conselho e sabia quanto valia a amizade varonil, cimento do Estado feudal, coroou-o por outro critério, o da lealdade:

“O Marechal foi, a meu juízo, o homem mais leal e autêntico que já conheci, em qualquer 1ugar que fosse”.

Finalmente, João de Rouvray, um dos que mais perto estiveram do Rei em Bouvines, e que com Guilherme de Barres e os amigos de juventude guardava o corpo real, comemorou a prudência:

‒ “Alteza, julgo que foi ele o mais sábio cavaleiro que se viu, por toda a parte, em nosso tempo”.

Escorada nas proezas, sustentada de um lado pela lealdade, de outro pela prudência, aqui temos a Cavalaria, a mais exaltada Ordem que Deus criou.

Nesse tribunal de valor e valentia reunido em torno do Rei Capeto, primeiro lugar-tenente de Deus na terra, Guilherme Marechal, mais valoroso, mais leal e mais sábio, assim foi proclamado o melhor cavaleiro do mundo.


(Autor: Georges Duby, Professor no Collège de France, Edições Graal Ltda, 2ª edição, Rio de Janeiro, 1988, pp. 36-38).




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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Fernán González, conde de Castela, herói de legenda

Don Fernán González, conde de Castela
Don Fernán González, conde de Castela
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Estava o conde Fernán González caçando com os seus cavaleiros na vila de Lara. De repente, um feroz javali saiu disparado de um matagal.

O conde, desejoso de caçar tão boa presa, sem esperar por seus companheiros, saiu a cavalo em perseguição ao animal, que corria velozmente.

Por fim chegou a uma ermida desconhecida, onde o javali se meteu pela porta.

Então o conde, pegando a espada, se dirigiu à ermida, onde a fera tinha entrado.

O javali havia se refugiado atrás do altar. O conde se ajoelhou diante do altar e começou a rezar.

Neste momento saiu da sacristia um monge de venerável aspecto e avançada idade, apoiado num rude e retorcido cajado.

Aproximou-se do conde e saudou-o, dizendo:

“E ainda te digo que antes de começar a batalha terás um sinal, que te fará arrepiar a barba e aterrorizará a todos os teus cavaleiros. Agora vai, vai lutar, que hás de alcançar a vitória”.
Túmulo de Don Fernán Gonzalez, Covarrubias, cruzadas, 1º conde de Castela
Túmulo do conde Fernán Gonzalez,
San Cosmas, Covarubias

O conde agradeceu ao monge por suas palavras e saiu da ermida.

Montou a cavalo e galopou através da mata, até encontrar seus cavaleiros, já impacientes pela tardança de seu senhor.

O conde ordenou seu batalhão e se dirigiu ao encontro de Almanzor, que vinha correndo para o ataque.

Quando viram o exército mouro, prepararam-se para o combate.

O conde viu, entretanto, que tinha poucos soldados.

Nisto um cavaleiro cristão se adiantou, passando velozmente diante do exército dos infiéis.

Apenas galopou um pouco, e a terra se abriu, tragando o cavaleiro.

Depois se fechou, e tudo ficou como antes.

Grande terror se difundiu pelo exército cristão, mas Fernán González, que sabia que esse era o temeroso sinal anunciado pelo monge da ermida, disse em alta voz a seus cavaleiros:

“Não temais! Se a terra não é capaz de suportar-nos, quem poderá conosco? Vamos para o ataque!”

E se lançaram contra os mouros, que já galopavam também, prontos para o encontro.

O choque dos exércitos foi terrível.

Os cristãos, apesar de serem poucos, conseguiram resistir ao primeiro ataque dos mouros, e logo estes começaram a retroceder.

O conde, que havia sido quem dera as primeiras baixas no adversário, animava seus guerreiros, e era o mais valente de todos.

Mosteiro de São Pedro de Arlanza
Mosteiro de São Pedro de Arlanza
Ao cabo de algumas horas os mouros fugiram, deixando todos os despojos em poder das hostes do conde.

Grande vitória para os cristãos, que retornaram cheios de alegria.

O conde separou uma parte dos despojos e foi à ermida, para entregá-la ao monge que lhe profetizara a vitória.

E o encarregou de erguer uma igreja, que foi logo o famoso Mosteiro de São Pedro de Arlanza.

O califa Abderramán recebia dos cristãos um tributo a cada ano.

Mas em determinada ocasião os reis D. Ramiro de Castela e D. Garcia de Navarra, e Fernán González, que era o conde tributário de Castela, se negaram a pagar o vergonhoso tributo.

E não só se negaram a pagar, mas mataram os insolentes mensageiros que o califa mouro enviara para reclamar o tributo.

Quando isto chegou aos ouvidos de Abderramán, este se enfureceu, e com seu exército entrou no território dos castelhanos, destruindo os campos e fazendo cruel vingança contra os habitantes daquelas terras.

Túmulo do conde Fernán González, San Cosmas, Covarrubias
O Rei D. Ramiro, recebendo o aviso da proximidade do exército mouro, preparou seus guerreiros, que esforçadamente saíram ao encontro do inimigo.

Disseram-lhe que os muçulmanos vinham em grande número, mas ele não deu muito crédito.

Mas quando viu chegar a enorme hoste sarracena, voltou até Simancas, e dali enviou cartas a Fernán González e ao Rei Garcia.

Acudiram os dois ao mesmo tempo. Mas todo o exército cristão não chegava a alcançar nem a metade dos muçulmanos. Então o Rei Ramiro disse:

“Não tenho nenhum conselho que possa servir-nos. Grande é a hoste dos infiéis mouros e minguada a nossa.

“Mas temos a proteção de São Tiago, que está enterrado em terras galegas.

“Por ele obra Nosso Senhor grandes milagres, e a ele quero me encomendar, e prometo dar-lhe meu reino se nos ajudar nesse apuro”.

São Millán (ou Emiliano) na batalha de Simancas, padroeiro de Castela
Fernán González e D. Garcia responderam:

“Em nossa terra há o corpo de São Millán, que também opera grandes milagres. A ele nos entregamos, e juramos dar-lhe tributo”.

No outro dia de manhã saíram da fortaleza e se dispuseram para o combate. Antes de começar, todos os cristãos se ajoelharam para rezar.

Os mouros, vendo seus inimigos nesta posição, pensaram que estes, aterrorizados, queriam se entregar.

Lançaram-se contra eles, mas os fiéis de Cristo montaram em seus corcéis rapidamente e detiveram o ímpeto de seus inimigos. Grande fúria foi a dos castelhanos, leoneses e navarros.

E ainda aumentaram seu valor quando, em meio ao combate, viram aparecer dois desconhecidos cavaleiros que, montados em formosos corcéis brancos, se puseram à frente dos exércitos cristãos.

E destroçaram os mouros de tal modo, que eles acreditavam que, em vez de dois, havia dois mil cavaleiros sobre os corcéis.

Atrás dos dois avançavam os cristãos, e desde Simancas até Aza perseguiram os mouros, que fugiram vencidos.

Grande foi a alegria dos católicos.

Quando procuraram os dois cavaleiros, que tanto contribuíram para a vitória, não puderam encontrá-los, e compreenderam que eram os dois santos a quem haviam prometido pagar tributo, se os ajudassem.

E desde então esse tributo foi pago.


(V. Garcia de Diego, "Antología de Leyendas de la Literatura Universal" - Labor, Madrid, 1953, p. 27)





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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Feliz Natal e bom Ano Novo!

Veja vídeo
Natal: assim nasceu "Noite Feliz" CLIQUE PARA VER


segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Heroísmo, fé e ternura na base das canções alemãs do Natal

Luis Dufaur
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É a noite de Natal.

A Missa de Galo vai começar.

Na igrejinha toda coberta de neve, iluminada e bem aquecida da Europa, todos entram de depressa.

Ao longe ficaram as casinhas da aldeia, a fumaça sobe das chaminés, a lareira está acesa, as suculentas, deliciosas e apetitosas iguarias da culinária alemã já estão no forno...

É a festa de Natal que segue à festa litúrgica.

O coro canta “Stille Nacht, heilige Nacht” (“Noite Feliz”) (a música está no vídeo embaixo).

“Noite tranquila, noite silenciosa, noite santa.

“Tudo dorme, só está acordado o nobre e santíssimo Casal!

“O nobilíssimo menino de cabelos cacheados dorme em celestial tranqüilidade.”
A canção manifesta submissão de espírito, reverência e compaixão.

Mas também alta cogitação.

Foi num ambiente desses que o povo da bravura e da proeza militar compôs essa canção de Natal universal: o “Stille Nacht, heilige Nacht” (“Noite Feliz”).

Uma outra canção natalina alemã conta que os dois iam juntos: Nossa Senhora, a flor de delicadeza, e o Menino, o tesouro do Universo!

E atravessaram um bosque de espinhos que havia sete anos que não florescia.

Veja vídeo
Vídeo: Noite Feliz: as almas
das canções de Natal perfeitas
Nossa Senhora sozinha, trazia o Menino Jesus amparado junto a seu coração.

Mas, enquanto Nossa Senhora atravessava o bosque, os espinhos transformavam-se em rosas perfumadas para Ela.

E Ela compreendeu: foi um gesto de amabilidade de seu Filho!

Comprazida, Ela olhou maternalmente para o Divino Infante.

Ele estava dormindo, mas governava a natureza!

Eis o paradoxo do povo germânico: esse povo dos grandes exércitos impecavelmente ordenados, dos couraceiros com capacetes encimados por águias, na hora da ternura sabe cantar afetuosamente o Natal como nenhum outro.






Vídeo: Noite Feliz: as almas das canções de Natal perfeitas





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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Os 12 dias de Natal

São Gabriel, Rodez, França
São Gabriel, Rodez, França
Luis Dufaur
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Há uma bela música de Natal inglesa intitulada Twelve Days of Christmas (Os 12 dias do Natal), pouco conhecida entre nós, e que surgiu durante a época da perseguição anglicana contra os católicos naquele país, no século XVI.

Com a pseudo-reforma protestante, países como a Inglaterra, ao abandonarem o regaço da Santa Igreja e caírem na heresia, começaram a perseguir os católicos, tornando quase impossível a prática da verdadeira Religião.

Para comunicar aos fiéis a sã doutrina e poderem celebrar sem medo de represálias o Natal do Salvador, segundo a tradição da Santa Igreja, católicos ingleses compuseram tal música, que é um catecismo secreto, porquanto expressa em símbolos a realidade de nossa fé.

Ela foi também utilizada muitas vezes pelos católicos durante as perseguições anticristãs e anti-monárquicas da Revolução Francesa.

Ei-la:

“No primeiro dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: uma perdiz numa pereira.

“No segundo dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 2 pombas-rolas e uma perdiz numa pereira.

“No terceiro dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 3 galinhas francesas, 2 pombas-rolas e uma perdiz numa pereira”. (Dia após dia, ela vai narrando, em ordem decrescente, o que o “meu amor deu-me”).

Anjos da Borgonha, França
Anjos da Borgonha, França
“No quarto dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 4 pássaros cantando...

“No quinto dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 5 anéis dourados...

“No sexto dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 6 gansos chocando...

No sétimo dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 7 cisnes nadando...

“No oitavo dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 8 servas ordenhando...

“No nono dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 9 senhoras dançando...

“No décimo dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 10 lordes saltando...

“No décimo primeiro dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 11 flautistas tocando...”

E termina dizendo:

No décimo segundo dia de Natal o meu verdadeiro amor deu-me: 12 tocadores de tambor, 11 flautistas tocando, 10 lordes saltando, 9 senhoras dançando, 8 servas ordenhando, 7 cisnes nadando, 6 gansos chocando, 5 anéis dourados, 4 pássaros cantando, 3 galinhas francesas, 2 pombas-rolas e uma perdiz numa pereira...”

Qual o significado da letra dessa música?

1º dia: O meu verdadeiro amor é Deus Pai. E a perdiz na pereira simboliza Nosso Senhor Jesus Cristo. A perdiz é um animal corajoso, capaz de lutar até a morte para defender seus filhotes. E a pereira representa a Cruz.

O anjo traz a estrela de Belém. Presépio Convento Carboneras. Madri, Espanha
O anjo traz a estrela de Belém.
Presépio Convento Carboneras. Madri, Espanha
2º dia: Duas pombas-rolas representam o Antigo e o Novo Testamento. Durante séculos, judeus ofereciam pombas a Deus. As duas pombas lembram o sacrifício de Nossa Senhora e São José oferecido por Nosso Senhor.

3º dia: Três galinhas francesas representam as três virtudes teologais: fé, esperança e caridade. Essas galinhas eram muito caras durante o século XVI e só os ricos tinham condições de comprá-las. Simbolizavam os três presentes ofertados pelos Reis Magos a Nosso Senhor: ouro, o mais precioso dos metais; incenso, usado nas cerimônias religiosas solenes; e a mirra, uma especiaria sem igual.

4º dia: Quatro pássaros cantando representam os quatro Evangelhos. Neles estão contidos a vida de Nosso Senhor e seus ensinamentos. Como pássaros cantando de modo claro e em alta voz, os quatro Evangelistas espalham por todo o mundo a Boa-Nova da Vida, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

5º dia: Cinco anéis dourados representam os cinco primeiros livros do Antigo Testamento ou o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), que lembravam aos católicos suas raízes. Os judeus consideravam esses livros mais valiosos que o ouro. E depois que a devoção do Rosário tornou-se mais conhecida, lembravam as cinco dezenas do Rosário da Bem-aventurada Virgem Maria.

6º dia: Seis gansos chocando representam os seis dias que Deus empregou na criação da Terra, do Universo e das criaturas. Os seis gansos chocando ovos recordam como a Palavra deu vida à Terra.

7º dia: Sete cisnes nadando representam os sete sacramentos e também os sete dons do Espírito Santo. Com os sacramentos e os dons, os fiéis poderiam sustentar-se através dos tempos de perseguição. Como os filhotes de cisnes transformam-se de patinhos feios em belos cisnes, assim a graça de Deus nos transforma de simples criaturas em filhos de Deus.

8º dia: Oito servas ordenhando representam as oito bem-aventuranças pregadas por Nosso Senhor no Sermão da Montanha. As bem-aventuranças, como o leite, alimentam e nutrem o católico.

Presépio do Convento Carboneras, Madri
Presépio do Convento Carboneras, Madri
9º dia: Nove senhoras dançando são os nove frutos do Espírito Santo (Gal. 5, 22-23): caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura e temperança.

Da mesma forma como as senhoras que dançam alegres, os cristãos podem alegrar-se com a vida transformada pelos frutos do Espírito Santo.

10º dia: Dez Lordes pulando simbolizam os 10 Mandamentos da Lei de Deus. Os Lordes eram homens com autoridade para governar e disciplinar o povo.

11º dia: Onze flautistas tocando representam os 11 Apóstolos que permaneceram fiéis a Nosso Senhor, após a infame traição de Judas. Como crianças que seguem alegremente o flautista, esses discípulos acompanharam a Jesus. Eles também chamaram outros a segui-Lo. E tocaram uma canção eterna: a mensagem de salvação e da ressurreição após a morte.

12º dia: Doze tocadores de tambor representam os doze artigos do Credo. Assim como eles tocam sonoramente para que os outros acompanhem o ritmo da música, o Credo revela a fé daqueles que são chamados cristãos.

Muitas pessoas não imaginam quais são esses 12 Dias de Natal. Trata-se dos dias entre o Natal e a Festa da Epifania, a qual é tradicionalmente celebrada no dia 6 de janeiro.




GLÓRIA CRUZADAS CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES CONTOS CIDADE SIMBOLOS
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