terça-feira, 4 de maio de 2021

Casal imperial viveu em perfeita castidade:
Santo Henrique II e Santa Cunegundes

Santo Henrique II e Santa Cunegundes imperadore
Santo Henrique II e Santa Cunegundes imperadore
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Pelos fins do século décimo, nascia Cunegundes, filha dos condes de Luxemburgo e futura imperatriz.

Seu pai, o conde Sigefredo, e sua mãe, a condessa Hedwiges, soberanos de Luxemburgo, favorecidos pela fortuna, muito se esmeraram na educação dessa princesa, cuja beleza e inteligência cresciam com a idade.

Desde a sua infância, o traço característico de seu caráter foi uma constante inclinação às coisas santas.

O desejo de servir a Deus e a Maria Santíssima em perfeita castidade, brotou espontâneo de seu coração.

Deus satisfez milagrosamente esse seu santo desejo.

Não podendo se furtar aos deveres de seu nascimento, aceitou como esposo a Henrique, Imperador da Alemanha, e com o seu esposo recebeu a coroa imperial das próprias mãos do Papa Benedito VIII, em Roma.

Santa Cunegundes, com cerca de 20 anos, esposou o Duque de Baviera, o qual em 1002 foi coroado Rei da Alemanha e em 1014 Imperador.

Piedoso e de grandes virtudes, São Henrique estimava a castidade tanto quanto a sua esposa, e no próprio dia do casamento fizeram de comum acordo o voto de castidade, afastando assim as consequências, para eles desastrosas, desse casamento político.

Coroa de Santa Cunegundes
Coroa de Santa Cunegundes
Viviam eles na maior alegria, trabalhando imensamente pela maior glória de Deus e pela felicidade de seus súditos.

Tão grande virtude, em tamanha altura, não podia deixar indiferente o inimigo de todo o bem.

Por toda a corte imperial começou a murmurar-se que a Imperatriz facilmente se consolava das virtudes de seu esposo.

No início sofreu Cunegundes com paciência a calúnia levantada contra a sua honra, e procurava sofrear a revolta de todo o seu ser contra tanta maldade.

Mas quando não soube mais duvidar da insistência desses boatos, e portanto das consequências desastrosas que eles podiam acarretar, quando viu que até o próprio esposo já manifestara a sua apreensão, a Imperatriz fez uma declaração pública, desfazendo claramente as calúnias de seus detratores.

E, em confirmação de suas palavras, andou descalça sobre umas grelhas em brasa, recorrendo ao testemunho do próprio Deus.

Ninguém mais, à vista desse milagre, pôde duvidar de sua santidade e o próprio Imperador, prostrando-se a seus pés, pediu-lhe perdão pelos seus juízos temerários.

O santo e imperial casal
O santo e imperial casal
Um ano depois da morte do Imperador, Cunegundes apresentou-se com toda a pompa imperial na igreja de um convento de sua fundação para assistir à sua solene sagração.

Estavam presentes o clero e toda a corte.

Logo depois da sagração, Cunegundes ofereceu à igreja uma partícula do Santo lenho.

Logo após ao Evangelho da Missa, que então se rezou, ela despiu todos os ornamentos imperiais e revestindo-se de um hábito tecido pelas suas próprias mãos, ordenou que lhe cortassem os cabelos, e depois, coberta com um véu, foi por um prelado entregue à comunidade.

Desde esse dia, ela viveu constantemente sujeita à regra e à santa obediência, e dando a todas às irmãs exemplos das maiores virtudes.

Percebendo nos seus últimos momentos que as irmãs traziam vestes preciosíssimas para a exposição do corpo daquela que fora Imperatriz da Alemanha, pediu, porque não podia mandar, que a deixassem com o hábito da Ordem e a enterrassem simplesmente ao lado de seu virtuoso esposo e senhor.

Conta a tradição, que por ocasião de ser aberta a sepultura, ouviu-se uma voz dizer: “O Virgo virgini, locum tribue!” (Virgem, dê lugar à virgem).

E o sarcófago de Santo Henrique espontaneamente se movera para ceder lugar ao de sua esposa.

Túmulo do santo casal na catedral de Bamberg
Túmulo do santo casal na catedral de Bamberg
O túmulo desses Príncipes foi glorificado por inúmeros milagres, e Cunegundes foi, em 1200, santificada pelo Papa Inocêncio III.

Como a vida desses antigos Imperadores deve ser hoje por nós meditada, hoje em que os rapazes não são católicos por causa da castidade e em que a pureza afasta tantos da religião!

Os que tem a graça inestimável de serem católicos, isto é, de crerem e praticarem integralmente a doutrina cristã, esmerem-se nessa virtude angélica, porque ela é hoje a verdadeira pedra de toque dos servos do Senhor.






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terça-feira, 20 de abril de 2021

São Gregório VII: 2ª excomunhão do imperador Henrique IV

São Gregório VII
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O imperador Henrique IV levantou-se contra o Papa São Gregório VII. O príncipe pretendia ter poder sobre o Papa com base em sofismas e uma capciosa interpretação das Escrituras.

Pretendia ainda, entre muitas coisas, ter poder para nomear bispos e destituí-los e até de depor o Sumo Pontífice.

São Gregório VII excomungou-o uma primeira vez. Sentido-se abandonado pelos seus, Henrique IV foi pedir a absolvição ao Papa que se encontrava a bom resguardo no castelo da condessa Matilde, na Toscana.

O imperador destituído passou três dias na neve, vestido de saco, implorando o perdão.

Porém, seu coração era falso e São Gregório VII percebia.

A Corte pontifícia e até a própria condessa Matilde não perceberam e intercederam por ele. No fim, o santo Papa achou melhor suspender a excomunhão.

De volta, na Alemanha, o imperador recomeçou tudo. Em conseqüência, São Gregório VII renovou a condenação no Concílio Romano, em 7 de março de 1080.

Foi a segunda excomunhão formulada nos seguintes termos, onde brilha a santidade da Igreja e a heróica força de alma de um digno Vigário de Jesus Cristo:

Henrique IV pediu perdão em Canosa. Não foi sincero.
Henrique IV pediu perdão em Canosa. Não foi sincero.
“Ó São Pedro, chefe dos Apóstolos, e tu São Paulo, doutor das gentes, suplico-vos que presteis ouvidos e me escuteis com clemência; pois sois amantes discípulos da verdade, assisti-me para que eu Vos diga a verdade, limpa de qualquer mentira que Vós detestais, de maneira que meus irmãos melhor concordem comigo e saibam e compreendam que por confiança em Vós ‒ depois de Deus e de sua Mãe, Maria sempre Virgem ‒ eu resisto aos maus e aos iníquos...

“E posto que me ordenaste subir a um monte excelso para bradar em alta voz e apontar os pecados do povo de Deus as culpas dos filhos da Igreja, começaram a se insurgir contra mim os filhos do demônio, e premeditaram deitar a mão sobre mim até o sangue.

“Opuseram-se, com efeito, o rei da terra e os príncipes seculares e eclesiásticos, e ainda homens de corte e gente comum, uniram-se contra o Senhor e contra Vós, que sois seus ungidos, dizendo: ‘Rompamos seus grilhões e atiremos fora seu jugo’!

“E de mil maneiras tentaram lançar-se contra mim, para abater-me de vez com a morte ou com o exílio. (...)

“Confiante no juízo e na misericórdia de Deus e de sua Mãe piedosíssima, Maria sempre Virgem, e apoiando-me em vossa autoridade, excomungo e condeno ao anátema o mencionado Henrique, chamado rei, e a todos seus partidários.

Túmulo de São Gregório VII
Túmulo de São Gregório VII
“Pela segunda vez, nego-lhe, da parte de Deus onipotente e vossa, o reino da Alemanha e da Itália, e tiro-lhe todo poder e dignidade real; nenhum cristão lhe obedeça como a um rei; e desobrigo do juramento todos aqueles que lho fizeram ou lho farão relativamente ao reino.

“Em nenhum caso o mesmo Henrique com seus partidários possua forças e jamais em vida obtenha vitória. (...)

“Apreendam agora o rei e todos os príncipes temporais quão grande Vós sois, e quanto podeis.

“E tenham medo de considerar como coisa mesquinha a ordem de vossa Igreja.

“E executai logo a vossa sentença em relação ao dito Henrique, de modo que todos saibam que ele cairá, não por acaso, mas por vosso poder.

“Seja coberto de confusão até fazer penitência, para que deseje o céu e seu espírito seja salvo no dia do Senhor.”



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terça-feira, 6 de abril de 2021

São Bonifácio: monge intrépido que converteu Alemanha

São Bonifácio, Mogúncia
São Bonifácio, Mogúncia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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“São Bonifácio viveu de 675 a 754, portanto na alta Idade Média. Nasceu na Inglaterra, seu nome de batismo foi Winfried, mudado mais tarde pelo Papa para Bonifácio. Aos sete anos entrou no mosteiro de Betlex, sentindo depois claramente que sua vocação era converter os povos pagãos. Dedicou-se especialmente a evangelizar os anglo-saxões da Germânia, disto sendo encarregado por Gregório II. Auxiliou Carlos Martelo na reforma da Igreja da França e convocou concílios para reprimir a simonia. Foi martirizado em Docom (Frísia). Seu corpo repousa em Fulda (Hesse), onde é objeto de veneração de toda a Alemanha católica, da qual ele é patrono”. (Rohrbacher)



São Bonifácio foi monge numa época em que o que a Igreja tinha de mais dinâmico era o monaquismo. Quer dizer, grandes conventos onde os frades viviam recolhidos.
 

O próprio do convento beneditino era de situar-se em solidões e eles atraiam os homens às solidões, e as cidades se formavam em torno deles.

São Bonifácio derruba árvore adorada pelos saxões ainda pagãos

Mas, em São Bonifácio havia o aspecto missionário. Uma das grandes obras da Idade Média foi evangelizar os povos bárbaros.

Esta obra foi grandiosa, porque povos enormes e de grande valor foram incorporados à civilização e sobretudo à Cristandade. 

Esta obra foi, capitalmente, dos monges, mas de São Bonifácio maximamente.

Uma parte da Europa era católica: França, Itália, Inglaterra, um pouco a Espanha. Mas essa cristandade nascente estava podre de todas as podridões herdadas do Império Romano e a Idade Média sanou essa podridão.

São Bonifácio atuou de um modo capital, pelo combate na mais importante nação católica, que era a França: ali ele combateu a heresia e a simonia. A simonia é a venda dos cargos eclesiásticos: vender dioceses, um bispo que vende nomeações de padres, etc.

São Bonifácio foi uma coluna e um luzeiro do seu tempo, um dos maiores homens de todos os tempos.

Ali se entende bem o alcance do juramento que ele fez a Gregório II quando foi sagrado bispo. Ele assinou esse juramento e colocou-o sobre o corpo de São Pedro.

“Em nome do Senhor, Nosso Deus e Salvador Jesus Cristo. Ano VI do reinado do Imperador Leão e IV de seu filho Constantino, indicação VIª. Eu, Bonifácio, bispo pela graça de Deus, prometo a Vós, bem-aventurado Pedro, príncipe dos Apóstolos e a vosso Vigário, bem-aventurado Papa, bem como a seus sucessores, pela indivisível Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e por vosso Sagrado Corpo aqui presente, que conservarei sempre a pureza da fé católica na unidade da mesma crença, na qual, fora de dúvida, está a salvação de todos os cristãos; que não atentarei jamais contra a unidade da Igreja Universal, mas terei sempre uma fidelidade integral, um empenho sincero por Vós e pelos interesses de vossa Igreja, a quem o Senhor deu poder de ligar e desligar, bem como ao vosso Vigário e seus sucessores, que não terei jamais comunhão alguma com os bispos que vir se afastarem dos caminhos antigos traçados pelos Santos Padres; que se puder, impedirei sua ação, caso contrário, denunciá-los-ei ao Papa e meu Senhor”.

“Se, o que não apraza Deus, agir de alguma forma contra essa promessa, seja eu considerado culpado no julgamento de Deus, recebendo o castigo de Ananias e Safira, que vos quiseram mentir. Eu, Bonifácio, humilde bispo, assinei de próprio punho o formulário desta promessa, e colocando-a sobre o Sagrado Corpo do bem-aventurado Pedro, como é prescrito, prestei este juramento na presença de Deus, que é testemunho e juiz e prometo guardá-lo bem”.

Esse juramento é lindíssimo porque é um ato de fé na Igreja Católica e na Santa Sé romana. Pois ele se liga especialmente à cátedra de Pedro por este juramento, como é seu dever de bispo.

Ele promete que vai ser sempre fiel ao Papado e que jamais terá nada de comum com os bispos maus, que se desligam da obediência de Roma.

E não é só não ter nada de comum com os maus: ele promete de intervir e impedir a ação destes bispos. E que se ele não conseguir impedir, ele denuncia ao Papa. Quer dizer, ele promete uma guerra total contra os bispos maus.

Agora ele pede para si mesmo um castigo, caso ele não proceda bem. Qual é o castigo? O de Ananias e Safira.

Os Atos dos Apóstolos contam que Ananias e Safira era um casal que tinha bens; se apresentaram a São Pedro entregando uma certa porção de bens dizendo: “aqui está tudo o que nós possuímos, isso nós damos à Igreja”.

São Pedro diz: “Vós mentis ao Espírito Santo, porque eu sei que vós dais uma parte dizendo que é tudo, mas guardais ocultamente outra para vós”. E os dois caíram mortos.

Portanto, nesse juramento São Bonifácio está dizendo: “Eu prometo tudo a Deus”; se ele reservar alguma coisa para si, ele comete o pecado de Ananias e Safira e pede cair morto no momento desse pecado. Naturalmente subentende-se que ele pede a penitência final, quer dizer, a salvação. Mas ele pede sobre si mesmo o castigo se não for fiel.

Gregório II, então, que era o Papa, escreveu uma carta recomendando-o ao clero e à nobreza da França. A carta tem esse trecho:

Martírio de São Bonifácio
Martírio de São Bonifácio
“Se alguém, o que não apraza a Deus, vier opor-se aos seus trabalhos e estorvá-lo no ministério, a ele e a seus sucessores no apostolado, que seja anatematizado pela sentença divina e fique sujeito à condenação eterna”.


Alguém dirá: “Mas, isso não importa numa certa cólera e portanto numa certa imperfeição?”

Não é a cólera contra o pecador, é a cólera contra o pecado, que atinge o pecador, porque ele pecou. É um tempo de lógica e coerência, de severidade e de justiça. 



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, palestra de 4.6.69. Sem revisão do autor).




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terça-feira, 23 de março de 2021

Santa Genoveva: heroína que salvou Paris dos bárbaros

Santa Genoveva
Luis Dufaur
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Em 451, Átila à testa de sua horda de hunos ameaçou Paris.

“A grama não volta a crescer onde pisa meu cavalo”, vangloriava-se o chefe bárbaro. Pois, ele tudo arrasava.

Santa Genoveva (419/422 ‒ 502/512) tinha só 28 anos mas, pela sua virtude e força de caráter, convenceu os habitantes de Paris de não abandonarem a cidade nem a entregarem aos pagãos.

Ela exortou os parisienses a resistir à invasão:

Restauração do túmulo. Saint-Étienne-du-Mont, Paris.
“Que os homens fujam se desejarem, se não são capazes de lutar mais.

“Nós, as mulheres, rogaremos tanto a Deus, que Ele ouvirá nossas súplicas”.

Os homens resistiram. E Átila afastou-se misteriosamente.

Santa Genoveva fez construir uma igreja sobre o túmulo de São Dionísio, primeiro bispo de Paris e mártir.

Altar de Santa Genoveva. Igreja de Saint-Étienne-du-Mont, Paris
Altar de Santa Genoveva.
Igreja de Saint-Étienne-du-Mont, Paris
No local, depois surgiu a abadia de Saint-Denis onde foram enterrados os reis da França.

A Santa convenceu o rei Clóvis, primeiro monarca católico da França de erigir a igreja dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

Quando Santa Genoveva morreu, com 89 anos, foi enterrada junto ao rei Clóvis, e da mulher dele, a rainha Santa Clotilde.

A barbárie igualitária da Revolução Francesa (1789) profanou o túmulo de Santa Genoveva.

Seu ataúde foi fundido pelos revolucionários, suas relíquias foram queimadas, as cinzas foram dispersas no rio Sena, e seu santuário acabou sendo demolido.

Os fautores ideológicos da profanação foram enterrados no prédio concebido para ser a futura igreja de Santa Genoveva.

Ele fica em face do ex-santuário da Santa e é o Panteão de Paris!

Santa Genoveva, salvai a França e rogai por nós!




Vídeo: Santa Genoveva, a heroína que salvou Paris dos bárbaros






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