terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

São Casimiro, rei santo, puro e austero

Relicário de São Casimiro, 1637
Relicário de São Casimiro, 1637
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Casimiro, rei eleito da Hungria, filho de Casimiro III da Polônia, assinalou-se desde a mais tenra idade pela sua pureza de costumes e pela vida sumamente austera.

Nada o aborrecia tanto como a pompa e a moleza de costumes da corte.

Por isso trajava sempre com a maior singeleza, dormia freqüentemente sobre a terra nua e passava uma parte da noite em oração, até mesmo diante das portas das igrejas, em adoração ao Santíssimo Sacramento.

Maria Santíssima consagrava a ternura de um filho.

Conhecido é o hino em honra da Mãe de Deus, cuja autoria se lhe atribui: "Cantai e anunciai cada dia os louvores da Rainha do Céu".

Mandou colocar no seu túmulo, sobre o seu coração, uma cópia deste hino.

São Casimiro, catedral de Vilnius, Lituânia. Heróis medievaisCasimiro vivia na mais austera continência.

Como um dia lhe fizessem propostas sobre esta matéria, e se aventurassem a dar-lhe conselhos, retorquiu com a maior decisão: "Antes morrer que macular-me".

Morreu santamente aos vinte e cinco anos.

Seu corpo foi encontrado completamente incorrupto, cento e vinte e cinco anos depois.

Até os vestidos estavam plenamente intactos, apesar da umidade que favoreceria a decomposição.

Veja também: São Casimiro: príncipe real virgem e cerimonioso mas guerreiro sagaz


(Autor: Pe. Adolfo de Doss, S.J., "A Pérola das Virtudes")




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terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Assim falava um chefe de Estado medieval: sermão de Carlos Magno

Carlos Magno medalhão comemorativo
Carlos Magno medalhão comemorativo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Sermão de Carlos Magno, pronunciado na grande assembléia de Aix-la-Chapelle, no mês de março de 802.

Sermão do Senhor Carlos, Imperador:

“Ouvi, bem amados irmãos! Fomos enviados aqui para vossa salvação, a fim de vos exortar a seguir exatamente a Lei de Deus e para vos converter na justiça e na misericórdia à obediência das leis desse mundo.

“Exorto-vos primeiramente a crer em um só Deus, Todo Poderoso, Padre, Filho e Espírito Santo; Deus único e verdadeiro, Trindade perfeita, Unidade verdadeira, Criador das coisas visíveis e invisíveis, em quem está nossa salvação, e que é o Autor de todos os bens.

“Crede no Filho de Deus feito homem para a salvação do mundo, nascido da Virgem Maria por obra do Espírito Santo. Crede que por nós sofreu a morte; que, ao terceiro dia, ressuscitou dentre os mortos; que subiu ao Céu, onde está sentado à destra de Deus.

“Crede que virá para julgar os vivos e os mortos, e que dará a cada um segundo suas obras.

“Crede numa só Igreja, ou seja, na sociedade dos bons por todo o universo; e sabei que só estes poderão ser salvos, e que só aos que perseveram até o fim na Fé, na comunhão e na caridade desta Igreja pertence o Reino de Deus.

Os que, por causa de seus pecados, estão excluídos dessa Igreja e não retornarem a Ela pela penitencia, não podem fazer neste século nenhuma ação que seja aceita por Deus. Estais persuadidos que recebestes no batismo a absolvição de vossos pecados.

“Esperai na misericórdia de Deus, que nos perdoa os pecados, cada dia, pela confissão e pela penitência. Crede na ressurreição de todos os mortos, na vida eterna, no suplício eterno dos ímpios.

Carlos Magno recebe bispos da Gália, Grandes Chroniques de France
Carlos Magno recebe bispos da Gália, Grandes Chroniques de France
“Tal é a Fé que vos salvará se a guardardes fielmente, e se lhe acrescentares as boas obras, porque a Fé sem as obras é uma Fé morta, e as obras sem a Fé, mesmo quando são boas, não podem agradar a Deus.

“Amai, pois, antes de tudo ao Senhor Todo-Poderoso com todo vosso coração e com todas vossas forças; tudo aquilo que credes ser-Lhe grato, fazei-o sempre, segundo vosso poder, com o socorro de Sua graça, mas evitai tudo o que O desagrada; porque mente quem pretende amar a Deus e não guarda Seus Mandamentos.

“Amai vosso próximo como a vós mesmos, e dai esmola aos pobres segundo vossos recursos.

“Recebei os viajantes nas vossas casas, visitai os pobres, e sede caridosos com os prisioneiros; na medida em que possais, não façais mal a ninguém, e não pactueis com aqueles que fazem mal a outrem, pois é mau não só prejudicar o próximo, mas também entender-se com aqueles que o prejudicam.

“Perdoai mutuamente vossas ofensas se quereis que Deus vos perdoa os pecados.

“Resgatai os cativos, socorrei aqueles que são injustamente oprimidos, defendei as viúvas e os órfãos, pronunciai juízos conforme à eqüidade; não favoreçais nenhuma injustiça, não vos abandoneis a longas cóleras, evitai a embriaguez e os festins inúteis.

“Sede humildes e bons uns para os outros; sede fiéis a vossos senhores; não cometais roubos, nem perjúrios, e não tenhais nenhum entendimento com aqueles que os cometem.

“Os ódios, a inveja e a violência nos afastam do Reino de Deus. Reconciliai-vos o quanto antes uns com os outros, pois, se está na natureza do homem pecar, arrepender-se é angélico, mas perseverar no pecado é diabólico.

“Defendei a Igreja de Deus e ajudai-a, a fim de que os Padres de Deus possam rezar por vós. Lembrai-vos do que prometestes a Deus no batismo: renunciastes ao demônio e às suas obras, não retorneis em nada para ele, não retornais em nada às obras às quais renunciastes, mas permanecei na vontade de Deus como prometestes, e amai Aquele que vos criou e por quem tendes todos os bens.

“Que cada um sirva a Deus fielmente no lugar onde se encontra.

São Pedro e São Paulo falam a Carlos Magno que dormia.
Catedral de Bourges, França
“Que as esposas sejam submissas a seus maridos; em toda bondade e pudor, guardem-se de atos desonestos; não cometam envenenamentos e não cedam em nada à cupidez, porque as que cometem esses atos estão em revolta contra Deus.

“Que elas eduquem seus filhos no temor de Deus e doem esmolas conforme suas fortunas, com coração bom e alegre. “

Que os maridos amem suas esposas e não lhes digam nenhuma palavra grosseira; dirijam seus lares com bondade e reúnam-se com mais freqüência na igreja. Que doem aos homens o que lhes devem, sem murmurar, e a Deus o que é de Deus, de boa vontade.

“Que os filhos amem os seus pais e os honrem.

Que não lhes desobedeçam em nada e guardem-se contra o roubo, o homicídio e a licenciosidade.

“Que os clérigos e os cônegos obedeçam diligentemente as ordens de seus Bispos, conservem sua residência e não andam de um lado para outro.

“Que não se imiscuam nas questões do século.

“Que conservem a castidade: a leitura das Sagradas Escrituras deve lembrá-los, freqüentemente, o serviço de Deus e da Igreja. “Que os monges sejam fiéis às promessas que fizeram a Deus; não se permitam nada contrário à vontade de seu Abade, não procurem nenhum benefício vergonhoso; saibam de cor sua regra e a sigam regularmente, lembrando-se de que para um grande número teria sito melhor não pronunciar votos do que não cumprir o voto pronunciado.

“Que os duques, os condes e os juízes sejam justos para com o povo, misericordiosos para com os pobres; que não vendam a justiça por dinheiro, e que nenhum ódio particular os faça condenar os inocentes.

Que tenham sempre no coração estas palavras do Apóstolo: ‘Teremos que comparecer, todos, perante o tribunal de Cristo, onde cada qual será julgado segundo suas obras, boas ou más'.

Assinatura de Carlos Magno
Assinatura de Carlos Magno
O que o Senhor expressou pelas seguintes palavras: 'Assim como julgastes, assim sereis julgados', isto é, sede misericordiosos a fim de que Deus vos faça misericórdia.

“ ‘Não há nada secreto que não deva então ser conhecido, nada escondido que não deva ser descoberto. No dia do juízo daremos contas a Deus de toda palavra inútil’.

“Esforcemo-nos pois, com a ajuda de Deus, em agradá-lo em todas nossas ações, a fim de que, depois da vida presente, mereçamos nos rejubilar na eternidade com os Santos do Senhor.

“Esta vida é curta, e a hora da morte é incerta, que outra coisa temos para fazer senão mantermo-nos sempre prontos?

“Não esqueçamos como é terrível cair nas mãos de Deus. Pela confissão, penitência e esmola tornamos o Senhor misericordioso e clemente: se Ele nos vê retornar para Ele de todo o coração, terá logo piedade de nós e nos fará misericórdia.

“Senhor, concedei-nos as prosperidades desta vida, e a eternidade da vida futura com Vossos Santos. Que Deus vos guarde, irmãos bem amados!”.



(Fonte: Charles de Ricault d’Héricault, « Histoire Anecdotique de la France », Bloud et Barral, Libraires -Éditeurs, Paris, T. I, pp. 301-304)





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terça-feira, 13 de dezembro de 2022

São Raimundo de Penhaforte: grande canonista e moralista que pregou a Cruzada (2)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Ordena a coleção das Decretales

Em 1230 o Papa chamou-o à corte pontifícia, escolhendo-o seu confessor, capelão e penitenciário. Nessa qualidade o santo redigiu grande número de documentos para o Soberano Pontífice.

Como confessor, impunha ao Papa, como penitência, despachar com misericórdia e brevidade as causas dos pobres que acudiam à corte pontifícia e não tinham protetor.

São Raimundo tomou ainda parte ativa na introdução da Inquisição em Aragão e deu seu parecer sobre o procedimento a seguir em relação aos hereges da província de Tarragona.

Vagando a sé dessa cidade, Gregório IX nomeou-o seu bispo. São Raimundo protestou tanto e chegou a adoecer tão gravemente, que o Papa revogou a nomeação, pelo temor de perdê-lo.

O trabalho intelectual mais importante que se deve a São Raimundo de Penhaforte na corte pontifícia foi o de ordenar e editar a nova coleção das Decretales (os vários decretos e decisões pontifícias regulando pontos da disciplina eclesiástica e civil), destinada a substituir as várias existentes, que estavam em profunda desordem e confusão.

O santo trabalhou durante quatro anos nessa tarefa. Gregório IX, mediante bula de 5 de setembro de 1234, enviou a nova coleção às universidades de Paris e Bolonha, em caráter oficial.

Em 1237, Gregório IX encarregou-o de absolver o rei Jaime de Aragão da excomunhão em que havia incorrido, devido ao atentado cometido, através de seus agentes, contra o bispo eleito de Saragoça.

O santo exerceu as funções de penitenciário até 1237 ou começo de 1238. Tendo então adoecido gravemente, os médicos aconselharam-lhe os ares da pátria.

No capítulo geral dos dominicanos realizado em Bolonha, apesar de ausente, foi eleito por unanimidade para substituir o geral Jordão de Saxe, falecido num naufrágio.

Tendo que aceitar o cargo por obediência, promoveu nova redação das constituições da Ordem, que foram aprovadas em 1239 no capítulo geral de Paris.

Em 1240 demitiu-se do generalato devido à idade e pouca saúde, e voltou para seu convento de Barcelona. Mas lá não permaneceu inativo. Promoveu uma campanha de apostolado em relação aos judeus e mouros da Espanha e da África, e trabalhou com sucesso para a repressão da heresia na Espanha.

Foi também por iniciativa sua que se abriu em Múrcia uma escola de hebreu, para facilitar o ministério apostólico com os judeus.

A tradição conservou um fato milagroso ocorrido com São Raimundo nessa época. O rei Jaime I – que tinha o santo em grande consideração, e freqüentemente recorria ao seu ministério e conselhos – levou-o consigo numa viagem à ilha de Mallorca.

Levou também ocultamente uma mulher com quem mantinha relações ilícitas. Ao descobrir o fato, pediu ao rei que despedisse a mulher, caso contrário ele se retiraria.

Túmulo do santo na catedral de Barcelona

O soberano prometeu atendê-lo, mas não cumpriu a promessa. Para impedir o santo de deixar a ilha, ordenou a todos os portos que não o aceitassem a bordo.

São Raimundo estendeu então seu manto sobre as águas, e nesse barco improvisado atravessou o braço do Mediterrâneo até Barcelona.

São Raimundo de Penhaforte morreu no dia 6 de janeiro de 1275, já nonagenário, sendo canonizado em 1601.


(Autor: Plinio Maria Solimeo, “Catolicismo”, janeiro de 2010)




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terça-feira, 29 de novembro de 2022

São Raimundo de Penhaforte: grande canonista e moralista que pregou a Cruzada (1)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
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Raimundo nasceu por volta de 1176 no castelo de Penhaforte, próximo de Villafranca del Panadés, na Catalunha, Espanha. Seus pais, ricos e nobres, descendiam dos antigos condes de Barcelona. Eram também aparentados com a casa real de Aragão.

Fez seus estudos na escola da catedral de Barcelona e formou-se depois em letras, com tal êxito que o bispo o convidou para nela lecionar retórica e lógica. Tinha então 20 anos. Desapegado de qualquer interesse humano, ensinava gratuitamente, dando a todos o exemplo de suas virtudes.

Em 1210 foi estudar Direito civil e eclesiástico na famosa universidade de Bolonha, na Itália. Fez a viagem a pé, pedindo esmolas pelo caminho.

Ao passar por Briançon, na França, presenciou um estupendo milagre operado por Nossa Senhora de Delbeza.

Um jovem fora assaltado por ladrões, que lhe furaram os olhos e cortaram as mãos. A Virgem restituiu-lhe mãos e olhos. O relato autêntico desse fato passou para a História narrado pelo próprio São Raimundo.

Doutor em Direito canônico e civil

Estudando com diligência, auxiliado por boa inteligência e feliz memória, doutorou-se com brilho em 1216. Foi então escolhido, por aclamação, para ensinar na própria universidade, onde os alunos eram sobretudo nobres e letrados.

Ensinou com êxito durante dois anos, não exigindo nenhuma remuneração. Entretanto, o senado da cidade concedeu-lhe um soldo anual, que utilizava para auxiliar os párocos pobres e os necessitados em geral.

Um fato novo veio mudar totalmente o rumo de sua vida. Em 1218 o bispo de Barcelona, Berenguer de Palou, no desejo de obter para sua diocese alguns frades da nova ordem dos dominicanos, foi à Itália para encontrar-se com São Domingos de Gusmão.

Passando por Bolonha, ouviu os maiores elogios a Raimundo, e quis tê-lo como professor do seminário que ia fundar. Depois de muita insistência — alguns autores dizem mesmo que o Papa interveio no assunto — ele aceitou.

Em Barcelona recebeu um canonicato e foi elevado à dignidade de arcediago da catedral. Cheio de zelo pela casa de Deus, aproveitava todas as ocasiões para aumentar o decoro da catedral e a majestade do culto divino. As novas e maiores rendas permitiram-lhe também socorrer com mais liberalidade os pobres, a quem chamava “meus credores”.

Muito devoto do mistério da Anunciação, obteve do bispo e do capítulo da catedral que passassem a festejar com maior solenidade essa festa. Deixou para isso parte de sua renda.

Desejoso de levar vida mais recolhida e penitente, pediu admissão nos dominicanos em 1222, apenas oito meses depois que São Domingos falecera. Ia completar 47 anos de idade, mas começou o noviciado com o fervor do mais jovem postulante.

Co-fundador da Ordem de Na. Sra. das Mercês

São Raimundo pediu ao seu superior que lhe impusesse severa penitência, a fim de expiar a vã complacência que supunha haver tido quando catedrático em Bolonha.

Tendo em vista a grande capacidade e conhecimento que o noviço possuía do Direito e dos cânones, o superior mandou-o escrever uma Suma de casos de consciência para que, por ela, se orientassem os confessores da Ordem.

O Papa Clemente VIII afirmou que esse trabalho de São Raimundo era “tão útil aos penitentes quanto necessário aos confessores”. Foi o primeiro escrito no gênero, tendo alcançado grande difusão.

Segundo a tradição, nessa época Nossa Senhora apareceu em sonhos, na mesma noite, a São Raimundo, a seu dirigido São Pedro Nolasco, e ao rei Jaime I, inspirando-lhes o desejo de fundar uma ordem religiosa e militar cujos membros se obrigassem, por voto, a redimir os cativos em poder dos mouros.

Assim surgiu, no dia 10 de agosto de 1223, a Ordem de Nossa Senhora das Mercês para a Redenção dos Cativos.

São Raimundo redigiu o corpo de prescrições e regras para a nova Ordem, inspiradas na regra dos dominicanos. Mais tarde, em fevereiro de 1235, foi ele também quem obteve do Papa Gregório IX a aprovação definitiva da Ordem.

Pregador de cruzada, confessor do Papa, inquisidor


Em 1229 o cardeal João Helgrin d’Abbeville, legado da Santa Sé na Espanha, foi encarregado de uma tríplice missão: pregar a cruzada contra os mouros; declarar nulo o casamento de Jaime de Aragão com Eleonora de Castela; e fazer a visita canônica das igrejas, pondo em vigor, onde necessário, os decretos do concílio de Latrão.

O cardeal associou a si São Raimundo de Penhaforte, que percorreu as cidades da região a fim de preparar o povo para receber o legado.

Pregava a indulgência da cruzada, ouvia confissões e dispunha com prudência os corações, de maneira que, chegando o legado, encontrasse já os ânimos muito bem dispostos para as novas medidas.

Finda a missão, o cardeal d’Abbeville, ao dar ao Papa conta de sua missão, ressaltou a preciosa ajuda de São Raimundo, a quem cobriu de elogios. Gregório IX encarregou então o santo de pregar nas províncias de Arles e Narbona em favor da expedição do rei Jaime de Aragão contra os mouros.





(Fonte: Plinio Maria Solimeo, “Catolicismo”, janeiro de 2010)




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