Fidelidade ao Rei, mesmo diante da injustiça
Du Guesclin jurou a Carlos V uma fidelidade que nunca foi desmentida, mesmo depois da injustiça que o Rei cometeu em 1378, ao confiscar indevidamente a Bretanha (Du Guesclin era bretão).
Atestou brilhantemente sua fidelidade no dia seguinte à sua vitória de Cochorel, em 16 de maio de 1364, não encontrando nada mais urgente que anunciá-la a Carlos V.
O mensageiro chegou com a noticia às portas de Reims, na véspera da sagração real (19 de maio de 1364).
Também pouco antes da morte declarou:
“Eu tinha a intenção de pôr fim às guerras da França e colocar todo o Reino na obediência ao Rei... Rogo a Deus que nos dê sempre leal coragem para servir o Rei, que porá fim a estas guerras”.
E ainda, com gravidade impressionante, no leito de morte, em 1380, recomendou: “Reze por mim, meu tempo encerrou-se. Amai-vos uns aos outros. Sede boas pessoas e servi lealmente o Rei coroado’’”.
Tais foram as últimas palavras que escaparam de seus lábios agonizantes, dirigidas aos pares que choravam à sua cabeceira.
Zelo pelos subordinados

Em 1358, não hesitou em ir a todo galope de Pentorsin a Provins, onde se encontrava o Regente, para obter dele as somas para suas tropas.

Foi assim que suas tropas associando à bondade de seu chefe a justiça de seu Soberano, foram conduzidas a compartilhar entre um e outro a gratidão e o afeto.
Além do mais, Du Guesclin sempre cioso do bem-estar de seus homens, não lhes exige sacrifício da vida senão quando não pode fazer outra coisa. Antes que derrotar o inimigo, prefere conduzi-lo a uma composição.
Mais do que lançar o assalto contra uma cidade ou um castelo, prefere cercá-lo por um bloqueio que os sujeite pela fome, e se o bloqueio se prolonga, como em Chaliers e em Châteauneuf-de-Randon, apóia-se no fogo terrível dos seus canhões e bombardeia incessantemente o inimigo para não ter que enfrentá-lo num entrechoque de armas brancas onde sua tropa, vitoriosa, se arriscaria a sofrer tantas perdas como as que infligiria.
Despretensão e humildade
Em toda a ocasião atribuía à valentia de seus homens a honra dos sucessos conquistados sob suas ordens. E ademais, sabe-se com que modéstia recebeu a elevação ao cargo supremo de Condestável de França.

“Caro Senhor e nobre Rei, é bem verdade que sou um pobre homem e de humilde procedência, e eis meus senhores vossos irmãos, vossos sobrinhos e primos que terão carga de gentes de armas em Ost e de cavalgadas. Como poderei comandar a eles?”
Carlos V respondeu-lhe com amizade:
“Bertrand, não vos desculpeis, pois não tenho nem irmão nem sobrinho nem conde nem barão no meu Reino que não vos obedeça; e se algum fosse contrário a isso, ele me enfureceria de tal modo que não tardaria em percebê-lo”.
Religiosidade

Algumas semanas mais tarde, quando, atingido de pneumonia, considera-se perdido, a 9 de julho dita um testamento no qual, em memória da peregrinação que em 1363 tinha visto Charles de Blois, seu senhor feudal, realizar de pés descalços, desde la Roche-Dorrien até Tréguier, Du Guesclin expressa vontade de que cada ano, às expensas de sua casa, um peregrino vá a Tréguier rezar ante os túmulos de São Ivo e de Charles de Blois.
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Grande cavaleiro!
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