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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Enrique, conde de Champagne e Brie foi chamado o conde Enrique o Largo, e ele mereceu bem esse nome, pois ele foi largo com Deus e com os homens.
Que foi generoso em relação a Deus atestam-no a igreja de Santo Estevão de Troyes e as outras igrejas que ele fez construir na Champagne.
E generoso em relação aos homens como ficou manifesto no caso de Artaud de Nogent e em muitas outras ocasiões.
Artaud de Nogent era o burguês em quem o conde mais confiança tinha no mundo. Ele era tão rico que pagou de seu próprio bolso o castelo de Nogent l’Artaud.
Aconteceu que o conde Enrique descia de seu palácio em Troyes para ouvir a Missa em Santo Estevão num dia de Pentecostes.
Embaixo da escadaria um nobre cavaleiro pobre se pôs de joelhos e lhe disse estas palavras:
‒ “Meu senhor, eu vos rogo em nome de Deus que me deis do vosso para que eu possa casar minhas filhas que vós vedes aqui”.
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Catedral de Troyes, região da Champagne, França |
‒ “Senhor cavaleiro, não é cortês pedir a meu senhor, pois ele deu tanto que não tem mais nada para dar.”
O generoso conde voltou-se para Artaud e lhe disse:
‒ “Senhor vilão, vos não dizeis verdade dizendo que eu não tenho mais nada para dar: eu vos tenho a vós mesmo!”
E se dirigindo ao cavaleiro, disse:
‒ “Tende, pois, senhor cavaleiro, eu vos dou ele, e eu fico garante da doação”.
O cavaleiro não perdeu o sangue frio, e pegou Artaud pelo manto dizendo que não largaria enquanto ele não pagar.
E antes do conde se afastar, Arnaut já tinha entregue quinhentas livras.
(Fonte: Joinville, “Vie de Saint Louis”, Livre de Poche, Garnier, Paris, nº91)
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