quarta-feira, 1 de junho de 2016

“El Cid Campeador” homem-símbolo dos heróis espanhóis

Estátua de El Cid, Balboa Park,San Diego, Califórnia
Estátua de El Cid, Balboa Park,San Diego, Califórnia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






No primeiro olhar épico do Cid estavam contidos Santo Inácio e Santa Teresa, de pé, pregando e rezando contra o Protestantismo.

O Cid, como que viu a Inquisição e outras grandes realizações da Espanha católica.

A Espanha autêntica descende do Cid, de Isabel a Católica, de Colombo, de Filipe II.

É a Espanha de Santa Teresa, Santo Inácio e São Domingos; a Espanha dos soberbos castelos, das suntuosas catedrais, das grandes universidades.

Santa Teresa de Jesus O.C.D.
Santa Teresa de Jesus O.C.D.
A outra é uma Espanha que mereceria propriamente o nome de anti-Espanha: um grupo de espanhóis que querem desfigurar sua pátria, arrancando-lhe do patrimônio moral todas as tradições, mutilando-lhe a gloriosa e tradicional fisionomia.

A Espanha era católica e agora a querem atéia.

Era cavalheiresca, aristocrática, saturada de fidalguia até nos seus últimos recantos, e querem-na plebéia, vulgar, suja e feia como a camisa suarenta e furada de um estivador.

A Espanha era intelectualmente “raffinée” com uma cultura fortemente impregnada de caráter nacional por famosas universidades.

A anti-Espanha quereria a destruição dessas universidades, para substituí-las por estabelecimentos de ensino anódinos, internacionais e sovietizados, tão banais e tão sem fisionomia quanto um guichê de uma agência de turismo.



El Cid, Burgos
Felipe II
Felipe II
A Reconquista da Espanha foram 800 anos de altos e baixos, de depurações e de frustrações, até a queda de Granada.

A Espanha da Contra-Reforma saiu do movimento da Reconquista.

A Espanha, em parte teve todo aquele vigor contra o protestantismo porque ela nasceu do heroísmo do Cid.

Jazigo do "El Cid" na catedral de Burgos
E porque houve uma alma catolicamente intransigente como “El Cid” que a Espanha esteve pronta para combater Calvino e Lutero.

A glória da Espanha do Cid afinal reintegrada em Granada brilhou na hora de enfrentar Lutero na ponta da lança.



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 26.11.1983. Sem revisão do autor)



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