quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O bom rei Roberto Bruce: consolidou o reino da Escócia – 1

Robert Bruce, estátua em Bannockburn
Robert Bruce, estátua em Bannockburn

Robert Bruce VII, ou Robert I, rei da Escócia, nasceu nas terras ancestrais, provavelmente no castelo de Turnberry, em Ayrshire, em 11 de julho de 1274 e morreu em 7 de junho de 1329.

Ele foi conde de Carrick, tinha ascendência real, e foi coroado rei da Escócia em 1306 e está sepultado na Abadia de Dunfermline.

Ele foi um dos mais famosos e corajosos guerreiros de sua geração. Comandou os escoceses durante as Guerras de Independência Escocesa contra a Inglaterra.

Malgrado um temperamento difícil, Bruce encarnou a Escócia brumosa, montanhosa, dos aguardentes como o gin e o whisky, a Escócia dos lagos que mantém suas tradições, lendas e mitos no norte da Europa e da ilha britânica, um pouco longe dos grandes ventos da civilização.

Sua educação foi típica dos jovens nobres e cavaleiros da época, treinado nas artes cavalheirescas, na espada e na luta corporal.

Eles eram preparados para fazer a guerra num ambiente de proeza d de façanha. A façanha valia mais do que as temidas frechas e as incipientes armas de fogo.

De ali a importância para os guerreiros escoceses da gaita-de-fole que incute heroísmo se expondo às balas e mandando avançar.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

São Luís IX: afabilidade de santo, rei e guerreiro


São Luis IX, Jean de Tillet (século XVI)
São Luís IX, rei da França

Jean de Joinville, senescal de Champagne uniu-se à Sétima Cruzada organizada pelo rei São Luís IX em 1244.

Durante a campanha militar, Jean foi conselheiro e íntimo confidente do rei, participando de muitas de suas decisões.

Após a morte do rei santo, ocorrida na Tunísia em 1270 durante a Oitava Cruzada, a rainha Jeanne I de Navarra encomendou-lhe uma História de São Luís (Histoire de Saint-Louis), que o cronista completou em 1309.

São Luís já havia sido canonizado em 1297, processo que contou com os depoimentos de Jean de Joinville como antigo confidente.

Conta seu infaltável assesor e companheiro de armas, o senescal de Champagne:

Acontecia-lhe muitas vezes, depois da Missa, ir sentar-se no bosque de Vincennes, ao pé de um carvalho, e nos fazer sentar em torno dele.

Todos os que tinham problemas vinham lhe falar sem serem molestados por guardas ou quem quer que fosse.

E ele perguntava: “Há alguém aqui que tenha um adversário?”

Os partidos se levantavam: “Calai-vos, dizia o rei; resolver-se-ão vossos casos uns após outros”.

Jean de Joinville oferece seu livro ao futuro Luís X da França.
História de São Luís, Paris, Biblioteca Nacional da França
Chamava, então, Monseigneur Pierre de Fontaines e Monseigneur Geoffroy de Villete e dizia a um deles: “resolvei este litígio”.

Percebendo alguma alteração necessária às proposições dos juízes, ou do partido contrário, não deixava de fazê-la pela sua própria boca.

Eu o vi algumas vezes no verão ir ao jardim de Paris para ter audiência, vestido de uma cota de camelo e de uma sobrecota sem mangas, um manto negro de seda em torno do pescoço, muito bem penteado e coberto simplesmente com um chapéu de plumas de pavão.

Fazia estender um tapete pelo solo e todo o povo acorria para lhe apresentar pedidos, ficando de pé à sua volta.

E ele resolvia os problemas de maneira que eu disse acima, quando falei do bosque de Vincennes.

Autor: Jean de Joinville (1224 – 1317, « Le Livre des saintes paroles et de bons faits de notre saint roi Louis »)


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