quarta-feira, 19 de junho de 2013

Santo Antonio, “Arca do Testamento” e “Martelo dos Hereges”, e o milagre de tomada de Orã

Santo Antônio, cf. representação de Giotto ( Legenda de São Franciso - Aparição de Arles - detalhe  )
Santo Antônio, Giotto, basílica de Assis

Santo Antônio de Pádua, ou de Lisboa, Confessor e Doutor da Igreja é chamado “Arca do Testamento” e “Martelo dos Hereges”, foi um frade franciscano do século XIII.

Estando em 1950 em Assis, eu tive ocasião de me documentar a respeito de como era Santo Antônio.

E ali se mostra, na Basílica de Assis, um quadro pintado por Giotto, que passa por ser o quadro mais provavelmente representativo da pessoa de Santo Antônio.

E se trata de uma pessoa de corpo hercúleo, de pescoço taurino, forte, de expressão de fisionomia séria, de olhar imperioso e majestoso.

Sua atitude corresponde a um Doutor da Igreja que ele era.

Comprei então algumas fotografias dessa imagem.

Ao mesmo tempo, comprei uma pilha de estampas iguais que eram vendidas às pessoas que iam à igreja também.

Mas, elas representavam Santo Antônio, não de acordo com a probabilidade histórica do quadro de Giotto, mas de acordo com uma concepção que figura nas imagens comuns.

Então, um homenzinho imberbe, coradinho, com o Menino Jesus no braço, com um ar de quem não entende muito o que está fazendo com o Menino Jesus no braço.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Como era um santo rei: São Luís IX, rei da França, descrito por um contemporâneo

São Luis, Beaune, Notre Dame
“Em nome de Deus todo poderoso, eu, João, senhor de Joinville, senescal de Champagne, faço escrever a vida de nosso São Luís, e aquilo que eu vi e ouvi pelo espaço de seis anos que estive em sua companhia, na viagem de ultramar e depois que voltamos.

“E antes de que vos conte seus grandes feitos e sua cavalaria, contar-vos-ei o que vi e ouvi de suas santas palavras e bons ensinamentos, para que se achem aqui numa ordem conveniente, a fim de edificar os que os ouvirem.

“Esse santo homem amou Deus de todo o seu coração e agiu em conformidade com esse amor. Pareceu-lhe bem que, assim como Deus morreu pelo amor que tinha ao Seu povo, assim o rei colocou seu corpo em aventura de morte, o que bem poderia ter evitado se tivesse querido, como se verá a seguir.

“O amor que tinha a seu povo transpareceu no que ele disse a seu filho primogênito, durante a grande doença que teve em Fontainebleau: “Bom filho, disse-lhe, peço-te que te faças amar pelo povo do teu reino, pois verdadeiramente eu preferiria que um escocês viesse da Escócia e governasse o povo do reino bem e lealmente, a que tu o governasses mal”.

“Amou tanto a verdade que não quis recusar, mesmo aos sarracenos, o que tinha prometido, como o vereis mais adiante.