quarta-feira, 24 de abril de 2013

Assim morreu Bayard, "o cavaleiro sem medo e sem mancha"

Bayard, estátua em St. Anne d'Auray, Bretanha, FrançaPierre Terrail, senhor de Bayard (1476 – 30 de Abril 1524) foi um cavaleiro francês que nacido no fim da Idade Média levou o espírito medieval até a era seguinte, i. é, a decadente Renascença. Ele ficou geralmente conhecido como o Cavaleiro de Bayard. Desde sua morte é lembrado como "o cavaleiro sem medo e sem mancha", (le chevalier sans peur et sans reproche). Ele porém, preferia ser tratado apenas como "le bon chevalier", i. é, "o bom cavaleiro".
Faleceu na passagem alpina de Sesia protegendo a retaguarda do exército real francês, acossada por tropas espanholas comandadas pelo marqués de Pescara.


Os atiradores eram excelentes. Dois tiros simultâneos: um prostrou por terra mortalmente Jean de Chabannes, senhor de Valdenesse; o outro atingiu Bayard e lhe quebrou a espinha dorsal.

“Senhor Jesus!” — bradou, agarrando-se no arção de sua cela para não cair. Aqueles que o rodeavam ouviram-no ainda exclamar: “Senhor Deus, vou morrer!”

Correram para auxiliá-lo, mas todo socorro humano era impotente. Sentindo que suas forças o abandonavam, Bayard tirou sua espada, que havia tanto tempo o acompanhava em todas as pelejas, e que tão bem lutara pela França. Ergueu-a, contemplou-a, depois osculou a cruz que havia no punho, como se quisesse associar, neste gesto, a devoção pelo Redentor e o amor pela arma do cavaleiro.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Os 800 heróicos Mártires de Otranto

Nossa Senhora na capela dos mártires, igreja de Santa Caterina a Formiello, Otranto
Nossa Senhora na capela dos mártires,
igreja de Santa Caterina a Formiello, Otranto

Em 1480, a Itália celebrava a festa da Assunção com liturgias espetaculares, procissões e, claro, banquetes.

Com a exceção de Otranto, uma pequena cidade da Puglia, na costa do Adriático, onde 800 homens ofereceram suas vidas a Cristo.

Eles foram os Mártires de Otranto.

Poucas semanas antes, a frota turca atracara em Otranto. Sua chegada era temida há muitos anos.

Desde a queda de Constantinopla, em 1454, era apenas uma questão de tempo até que os turcos otomanos invadissem a Europa.

Otranto está mais próxima do lado leste do Adriático controlado pelos otomanos.

São Francisco de Paula reconheceu o perigo iminente para a cidade e seus cidadãos cristãos e pediu reforços para proteger Otranto.

Ele predisse: “Ó, cidadãos infelizes, quantos cadáveres vejo cobrindo as ruas? Quanto sangue cristão vejo entre vocês?”

A 28 de julho de 1480, 18.000 soldados turcos invadiram o porto de Otranto. Eles ofereceram condições de rendição aos cidadãos, na esperança de ganhar sem resistência este primeiro ponto de apoio na Itália e completar a conquista da costa adriática.