quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Othon I, o Grande, restaurador da obra de Carlos Magno

Othon I representado no sarcófago de Carlos Magno, Aachen
Othon I representado no sarcófago de Carlos Magno, Aachen

Othon I, o Grande, foi chamado a reger o Sacro Império num momento muito delicado.

O sacro império fora instituído na pessoa de Carlos Magno que foi o ápice da sua dinastia. Os Carolíngios, isto é seus descendentes, gastaram inconsideradamente o patrimônio legado pelo grande Carlos em brigas recíprocas sem glória.

Depois do filho de Carlos Magno Luiz, o Piedoso, o Império foi dividido em três partes.

A França e a parte espanhola do Império coube ao príncipe Luis; a Alemanha coube a Carlos outro filho e a parte central coube a um terceiro filho de nome Lotário.

Esta parte central ocupava os Países Baixos, a Alemanha mais ou menos na linha da Borgonha e da Lorena, a Suíça e a Itália. Formava um grande eixo que corria a Europa de Norte a Sul.

Os Carolíngios alemães decaíram terrivelmente e nem se sabe bem exatamente quando faleceu o último carolíngio alemão.

Em 896 era rei da Alemanha um Carolíngio, Arnolfo, que entrou em Reims à força e se fez coroar Imperador por um Papa Formoso, português.

Arnolfo foi pai do último Carolíngio chamado Luiz, o Menino, coroado no ano de 900.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O espírito da Cavalaria no Condestável Du Guesclin

Bertrand du Guesclin, estatua em Chateauneuf de Randon
Fidelidade ao Rei, mesmo diante da injustiça

Du Guesclin jurou a Carlos V uma fidelidade que nunca foi desmentida, mesmo depois da injustiça que o Rei cometeu em 1378, ao confiscar indevidamente a Bretanha (Du Guesclin era bretão).

Atestou brilhantemente sua fidelidade no dia seguinte à sua vitória de Cochorel, em 16 de maio de 1364, não encontrando nada mais urgente que anunciá-la a Carlos V.

O mensageiro chegou com a noticia às portas de Reims, na véspera da sagração real (19 de maio de 1364).

Também pouco antes da morte declarou:

“Eu tinha a intenção de pôr fim às guerras da França e colocar todo o Reino na obediência ao Rei... Rogo a Deus que nos dê sempre leal coragem para servir o Rei, que porá fim a estas guerras”.

E ainda, com gravidade impressionante, no leito de morte, em 1380, recomendou: “Reze por mim, meu tempo encerrou-se. Amai-vos uns aos outros. Sede boas pessoas e servi lealmente o Rei coroado’’”.

Tais foram as últimas palavras que escaparam de seus lábios agonizantes, dirigidas aos pares que choravam à sua cabeceira.