quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A recusa do Infante Dom Diniz

[D. Fernando, rei de Portugal, tomou por mulher a Da. Leonor Telles em 1372. Esta era casada com João Lourenço da Cunha. “Um processo de divórcio por parentesco, julgado por juízes afeitos à D. Leonor ou que sabiam até aonde alcançava a sua vingança, a livrou desse tropeço” (p. 65).

Levantou-se contra o matrimônio real, que estava em vias de se realizar, o povo de Lisboa, estimulado por nobres que o viam como adúltero e ilegítimo. Dentre os quais distinguiu-se o infante D. Dinis, irmão do rei, e também Diogo Lopes Pacheco.

De Lisboa fugiu o rei para Santarém, dando ordem a toda a corte que viesse unir-se a ele. De Santarém foi a Eixo, onde realizou-se o infausto enlace, e de lá ao Porto, para apresentar Da. Leonor como rainha.

É nesta ocasião que se deram os fatos descritos por Herculano, que passamos a transcrever. Mantemos a ortografia original.]

Uma numerosa e esplendida cavalgada vinha da banda do bailiado de Leça. El rei D. Fernando ajuntara em Santarém os seus ricos-homens e conselheiros e, amestrado por Leonor Telles na arte de dissimular, recebera com todas as mostras de boa-vontade o infante D. Dinis e Diogo Lopes Pacheco, ao qual, para maior disfarce, não escaceara mercês.

Os heróis vencedores da batalha de Lechfeld

Magiares ainda pagãos tomam posse do território
Magiares ainda pagãos tomam posse do território
Enquanto em 955 o rei Otton estava em campanha contra os eslavos, um exército húngaro de mais de 100.000 homens abateu-se sobre a Baviera, devastando-a. A vitória que o rei obteve sobre esse inimigo a 10 de agosto em Lechfeld, junto de Augsburgo, é uma das mais formosas, digna de agradecer-se e cheia de conseqüências.

A Alemanha teve desde então tranqüilidade, a derrota trouxe como efeito para os húngaros a conversão ao Cristianismo e, com isso, a entrada no concerto dos reinos católicos.

A derrota de Lechfeld foi a salvação da nação húngara. Se os húngaros tivessem permanecido pagãos, teriam compartilhado a sorte dos hunos e ávaros, os quais finalmente sucumbiram ante os povos civilizados .

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Assim falava um chefe de Estado medieval: sermão de Carlos Magno

Carlos Magno medalhão comemorativo
Carlos Magno medalhão comemorativo
Sermão de Carlos Magno, pronunciado na grande assembléia de Aix-la-Chapelle, no mês de março de 802.

Sermão do Senhor Carlos, Imperador:

“Ouvi, bem amados irmãos! Fomos enviados aqui para vossa salvação, a fim de vos exortar a seguir exatamente a Lei de Deus e para vos converter na justiça e na misericórdia à obediência das leis desse mundo.

“Exorto-vos primeiramente a crer em um só Deus, Todo Poderoso, Padre, Filho e Espírito Santo; Deus único e verdadeiro, Trindade perfeita, Unidade verdadeira, Criador das coisas visíveis e invisíveis, em quem está nossa salvação, e que é o Autor de todos os bens.

“Crede no Filho de Deus feito homem para a salvação do mundo, nascido da Virgem Maria por obra do Espírito Santo. Crede que por nós sofreu a morte; que, ao terceiro dia, ressuscitou dentre os mortos; que subiu ao Céu, onde está sentado à destra de Deus.

“Crede que virá para julgar os vivos e os mortos, e que dará a cada um segundo suas obras.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Epitáfio do Carlos, o Temerário


Carlos, o Temerário, nasceu em Dijon em 1433 e faleceu em Nancy, em 1476. Seu corpo, sob Carlos V, foi trasladado a Bruges.

Aqui jaz o mui alto, mui poderoso e magnânimo Príncipe Carlos, Duque de Borgonha, de Lorena, de Brabante, de Limburgo, de Luxemburgo e de Gueldres;

Conde de Flandres, d'Artois, de Borgonha; Palatino de Haynneau, de Holanda, de Zelândia, de Namur, de Zutphen; Marquês do Sacro Império; Senhor de Frisia, de Salins e de Malines,

o qual sendo grandemente dotado de força, de constância e de magnanimidade, prosperou por longo tempo em altas empresas, batalhas e vitórias, tanto em Mont-lo-Héry, em Normandia, em Artois, em Liège, como em outras partes, até que a fortuna, virando-lhe as costas, o afligiu na noite de Reis em 1476 diante de Nancy.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O bispo D. Jeronimo pede ao Cid a honra de dar os primeiros golpes aos muçulmanos

O bispo Dom Jeronimo
A Santa Missa lhes canta,
E uma vez a Missa dita,
Esta alocução lhes dava:
“A quem na luta morre
Pelejando face a face,
Lhe perdôo os pecados
E Deus lhe colherá a alma.

E a vós, meu Cid dom Rodrigo,
Que cedo cingistes espada,
Pela Missa que cantei
Para vós esta manhã,
Peço-lhe me concedeis,
Em troca a seguinte graça:
Que as primeiras feridas
Sejam feitas por minha espada”.
Disse-lhe o Campeador:
“Desde já lhe são outorgadas”.

(Fonte: Cantares de Mio Cid – Estrofe 94)




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