terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pedro Álvares Cabral, herói de nobre estirpe

Portugal é um país pequeno em dimensões, mas enorme quanto a tradições históricas e valor humano. Era uma nação de pouco mais de 1 milhão de habitantes quando se lançou na proeza de expandir a Fé e o Império por um mundo até então desconhecido.

Nesse novo mundo, misterioso e fascinante para os europeus da época, inseria-se o nosso Brasil.

Hoje, transcorridos cinco séculos, permanecem ignorados da grande maioria dos brasileiros, fatos relativos à figura do protagonista desse marcante evento histórico – Pedro Álvares Cabral. Assim, é por nós pouco conhecido aquele que tornou o Brasil conhecido.

De elevada linhagem

Quem, afinal, foi o homem que a história menciona como aquele que descobriu a Ilha de Vera Cruz, posteriormente chamada de Terra de Santa Cruz e, finalmente, Brasil? Sua história ainda não foi por completo estudada (e talvez nunca o venha a ser), embora muitos pormenores sejam conhecidos dos historiadores.

No ano de 1468,(1) no Castelo de Belmonte, propriedade da família Cabral, nascia um menino de nome Pedro, filho de Fernão Cabral e de Dona Isabel de Gouveia. Fernão Cabral lutou ao lado de D. João I e os três Infantes, na famosa conquista de Ceuta, em 1415, junto com seu pai, Luís Álvares Cabral.

A genealogia e a origem do nome Cabral perdem-se nas brumas da história portuguesa. O Visconde de Sanchez de Baêna assim escreve:

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Balduíno do Machado, conde truculento e justiceiro ‒ 2


Detiveram-se um instante, e viram efetivamente chegar um cortejo de camponeses acompanhando um novo casal. Balduíno avançou até a esposa, e tirando um anel de seu dedo, entregou-o a ela e disse:

— Posto que o acaso conduziu-me pelo vosso caminho, que este acaso seja para vós uma providência. Se tiverdes alguma vez necessidade de mim, enviai-me este anel e pedi minha assistência, ela não vos faltará.

A exemplo dele, cada um dos cavaleiros que o seguia deu um presente à jovem, e a cavalgada senhorial retomou o caminho do castelo.

A oportunidade de usar o anel não se fez esperar. No meio de seu primeiro sono, o conde foi acordado por um de seus escudeiros. Mostrando-lhe o anel, este lhe disse que um camponês ofegante e coberto de pó acabava de trazê-lo da parte da recém-casada da floresta. Balduíno mandou logo que fosse introduzido o camponês, que era irmão do marido.

Relatou que, quando a recém-casada era conduzida à nova residência do casal, fora raptada pelos seis novos cavaleiros. O esposo e seus amigos quiseram opor resistência, mas como estavam sem armas, foram repelidos.

Dois ou três camponeses haviam recebido ferimentos bastante graves, tanto que a pobre jovem não teve senão tempo de jogar o anel, gritando ao seu marido: “Leve este anel ao Conde Balduíno!”

Mas o marido, que quis vingar-se por si mesmo, dera o anel ao seu irmão, incumbindo-o da missão. Em seguida, chamando toda a aldeia em seu auxílio, preparou-se para perseguir os raptores.