quarta-feira, 25 de maio de 2011

Santiago Matamouros, modelos dos hérois cruzados

Busto do Apóstolo Santiago, catedral de Compostela
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




As proporções que a devoção a Santiago de Compostela tomou em toda a Espanha medieval somente pode ser entendidas no contexto da invasão muçulmana.

Tudo começou pelo ano de 813, quanto um eremita de nome Pelayo acompanhado por alguns pastores, deparou-se com uma estranha luminosidade.

Ela se espalhava sobre um pequeno bosque nas proximidades de um morro do interior da Galícia chamado Libredón.

A paisagem, em certos momentos, ficava tão clara que parecia um campo estrelado (Campus Stellae = Compostela).

Teodomiro, o bispo local, informado do estranho fenômeno, soube que a luz focara no chão uma antiga arca de mármore.

Ela conteria os restos humanos atribuídos ao Apostolo Santiago (isto é, São Iago, São Jacó, o filho de Zebedeu, irmão de João Evangelista).

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O herói português e Nossa Senhora: afinidade profunda

O milagre

A origem da devoção a Nossa Senhora de Nazaré se prende a um fato ocorrido por volta do ano de 1150 em Portugal.

“Estando um jovem e vistoso cavalheiro português Dom Fuas Roupinho à caça de um veado entre intensa neblina vê-se subitamente no alto de um rochedo à beira-mar, e se seu cavalo não houvesse estancado, ter-se-ia precipitado ao mar.

“Cheio de terror e considerando o perigo, agradeceu ao Senhor de toda alma a sua salvação. Mas o perigo não passara de todo, pois o cavalo não podia avançar nem recuar sem precipitar-se no abismo.

“Procurando uma saída, nota o cavaleiro uma imagem de Nossa Senhora numa caverna do rochedo. E cheio de fé, lança-se aos seus pés implorando socorro.

“Ao tomar a imagem nas mãos nota um pequeno pergaminho preso a ela que narra ter sido venerada essa imagem já em Nazaré, há muito tempo - portanto em Nazaré da Palestina.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

São Bernardo: "eu vou executar esse criminoso com minhas próprias mãos!"

São Bernardo de Claraval ajoelhado diante de Nossa SenhoraCerto dia, quando São Bernardo se dirigia para a corte do Conde Teobaldo, deparou-se-lhe um grupo de soldados que conduziam um prisioneiro ao cadafalso, para enforcá-lo.

Vendo a cena, apoderou-se S. Bernardo da corda com que era conduzido o condenado, e fez esta estranha proposta aos verdugos:

— Entregai-me este criminoso, e executá-lo-ei com as minhas próprias mãos.

Naquele momento aproximou-se o conde. O seu espanto foi profundo ao ver o Santo, a quem estimava como pai, entre o assassino e os oficiais da justiça. Ficou perplexo ao escutar a petição do amigo:

— Venerável pai, que significa isto? Por que pretendeis salvar a vida de um homicida que merece a morte centenas de vezes? É um incorrigível filho de Satanás, e o melhor serviço que podemos prestar-lhe é privá-lo da vida. Os interesses da sociedade exigem a sua morte.