quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Beata Francisca de Amboise, duquesa soberana da Bretanha, símbolo da santidade do feudalismo

A Bem-aventurada Francisca de Amboise, viúva, foi filha dos príncipes de Talmont e viscondes de Thouars. Ao lado de seu esposo, foi coroada duquesa de Bretanha. Depois de viúva, professou na ordem do Carmo. (29 de maio de 1427 ‒ 4 de novembro de 1485).

Fundadora do primeiro convento de carmelitas da França. Morreu em Nantes no convento carmelita que também ela tinha fundado. Foi beatificada pelo Papa Pio IX em 1863.

À medida que correm os tempos, o número de sacerdotes e clérigos santos vai diminuindo. Mas diminui muito mais o número de príncipes e princesas santos.

Na Idade Média havia uma multidão de imperatrizes, reis, príncipes e princesas santos. Nos tempos modernos, nenhum foi canonizado. Nos tempos contemporâneos, um ou outro; muito raro.

Entretanto, os grandes senhores feudais, príncipes e nobres que chegaram à honra dos altares são símbolos da realeza ou do feudalismo introduzidos nos altares. A Igreja reconhece a santidade da condição que eles ocupavam.



Porque, se aquela condição fosse intrinsecamente injusta, como a Revolução Francesa pretende, um santo não poderia ser um senhor feudal.

Se, ser senhor feudal é viver num estado de opressão e rapina necessariamente em relação aos pobres, então um senhor feudal não poderia ser santo, pela mesma razão que um senhor feudal não pode ser gatuno: são condições intrinsecamente contrárias à virtude cristã.

Se eles estivessem em vida, estariam lutando pela defesa dessa ordem que eles representaram.

A recordação da bem-aventurada Francisca de Amboise nos mostra pessoa não apenas que não quer ser infiel, mas aspira ao máximo de fidelidade. Portanto, o máximo de heroísmo, denodo, e agressividade pela causa do bem.

A esses santos devemos pedir o espírito dos cavaleiros antigos que tinham a promessa de nunca recuar; acontecesse o que acontecesse, eles iam sempre para a frente. É a forma de coragem própria da cavalaria cristã, e que nunca foi superada depois dela. Uma fidelidade dinâmica, tendente ao heroísmo, à sublimidade e à perfeição.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 1964, sem revisão do autor.)

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